“Havia dois mil carros trafegando debaixo de chuva na estrada. Por que justamente o meu foi derrapar e chocar contra uma ponte”? Quando chega a dor fazemos perguntas clássicas: Por que eu? O que Deus está tentando me dizer por meio da dor? Se for um fumante contumaz ou um usuário compulsivo do álcool, Deus não está dizendo nada com a minha dor eu apenas colho o que plantei ao longo de anos a fio. Mas, quando não é assim? Quando não há nenhum pecado evidente nem oculto? Sabe, a dor vem sobre nós de muitas formas e em muitos momentos, mas ela com muita freqüência chega, só que antes alguns avisos nos são dados.
O que é preciso compreender neste instante é que “a dor não é uma inovação inventada por Deus no último instante da criação só para tornar nossa vida infeliz”. A dor faz parte de nossa vidas sem ela correríamos perigos maiores. O que precisamos compreender e ao mesmo tempo aceitar é que a dor muito mais do que um direcionamento de Deus, como se o meu carro fosse escolhido ela é para nós o que foi para Jó uma questão de fé, de manter a confiança mesmo que estejamos em um deserto, “então tente cantar de alegria se você está morrendo de sede”. Mas é preciso.
“Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada. A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Pois ela foi submetida à inutilidade, não pela sua própria escolha, mas por causa da vontade daquele que a sujeitou, na esperança de que a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra, recebendo a gloriosa liberdade dos filhos de Deus. Sabemos que toda a natureza criada geme até agora, como em dores de parto. E não só isso, mas nós mesmos, que temos os primeiros frutos do Espírito, gememos interiormente, esperando ansiosamente nossa adoção como filhos, a redenção do nosso corpo. Pois nessa esperança fomos salvos. Mas, esperança que se vê não é esperança. Quem espera por aquilo que está vendo? Mas se esperamos o que ainda não vemos, aguardamo-lo pacientemente”. Rm 8.18-25 NVI
Isto nos faz lembrar que o caos, a dor e sofrimento são impostos também sobre toda a criação e que Jesus ao encarnar-se o fez como a maior prova de amor de Deus por nós, pois na sua encarnação ele demonstrou o quanto Deus se importa comigo, você e toda a criação. Em todas as religiões você ouve falar de deuses, divindades, homens que foram absorvidos pela divindade, mas nenhuma apresenta um Deus que se esvaziou a ponto de assumir uma humanidade, a fim de se identificar e apresentar que existe uma saída, que existe esperança.
Nesses dias confie no amor e na presença de Deus. Há um homem na glória a destra de Deus que intercede por nós e ele é Jesus Cristo. Mas há também um Deus na terra, o Espírito Santo que tem a missão de nos fazer lembrar tudo o que Jesus ensinou. Por isso podemos crer: “Eu lhes disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo”. Jo 16.33
Uma abençoada semana


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